Petróleo: Estados e municípios terão queda na arrecadação

Antes da crise gerada pela pandemia do coronavírus, a previsão era de que fosse distribuído entre estados e municípios o montante de R$ 33,4 bilhões em royalties do petróleo. Contudo, com a cotação do petróleo em queda, a estimativa agora caiu para R$ 18,4 bilhões. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com a demanda em queda global, o preço do barril tem despencado cada vez mais. A cotação do petróleo tipo WTI chegou a entrar no negativo pela primeira vez, no valaor de -US$ 37. Ainda de acordo com a ANP, o preço do litro do petróleo no campo de Lula, por exemplo, registrou queda de 42,6% desde o início do ano – de R$ 1,57 para R$ 0,90.

Somente no estado do Rio, a projeção da perda da arrecadação é de quase quase R$ 5 bilhões. Outro exemplo é a cidade de Maricá, maior arrecadadora de royalties de petróleo no país, que terá postergação de obras que seriam tocadas com a verba da arrecadação.

Por fim, de acordo com Décio Oddone, ex-diretor geral da ANP, quem recebe royalties de petróleo precisa estar preparado para os momentos de queda. “Toda arrecadação obtida da extração de petróleo e gás é volátil, porque os preços e o câmbio flutuam. É finita também, pois os recursos acabam. Não existe maldição do petróleo: o que há é má gestão, que deve ser evitada”. E na atual crise, a tendência é que essa queda no preço dure por um bom tempo.

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