Tecnologia industrial converte resíduos em energia

O acúmulo de lixo é um problema social e ecológico no mundo todo. De acordo com o Banco Mundial, dois bilhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos são gerados por ano no planeta. Com o crescimento das cidades e das populações, o excesso de resíduo se torna cada vez mais preocupante. Desta forma, países de diversas partes do mundo apostam na consolidação da indústria com a tecnologia como solução econômica sustentável.

A Dinamarca, por exemplo, inaugurou recentemente em Copenhague uma usina inovadora que transforma lixo em energia, conhecida como Copenhill ou Amager Bakke, e tem formato de uma pista de esqui (foto). A usina funciona a base da queima de resíduos ao invés de combustíveis fósseis, e é capaz de converter até 450 mil toneladas de lixo em energia por ano, fornecendo eletricidade e aquecimento urbano a milhares de habitantes.

Apesar de ter um objetivo sustentável, o projeto ainda produz emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos maiores causadores do efeito estufa, devido à queima. No entanto, a capital dinamarquesa pretende instalar um sistema de captação de carbono através do processo de incineração e armazenamento, ou utilizá-lo comercialmente.

Queimar lixo e transformá-lo em energia é uma excelente iniciativa para a preservação do meio ambiente. Porém, antes de pensar na construção de uma usina com essa finalidade, é necessário que se obtenha uma infraestrutura sólida e com um forte sistema de coleta de resíduos no local. Em Oslo, Noruega, já existe um modelo superinteligente de coleta de lixo.

Desde 2012, a capital da Noruega faz uso de sacolas de diferentes cores para diferentes tipos de resíduos. As sacolas verdes contêm resíduos de alimentos e as azuis, de plástico. Ao serem recolhidas, as sacolas são levadas para unidades e separadas através de uma triagem “óptica”, que funciona por uma tecnologia sofisticada de leitura óptica e detecta a cor das sacolas com chances de precisão de 98%.

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